Amor de mãe


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Nesses últimos 12 anos, venho me questionando sobre esse amor maternal (o meu primeiro filho tem 12 anos ). E por mais que eu me esforce, não consigo definir este sentimento.

Racional ou irracional ?

Alegre ou triste ?

Sublime ou profundo ?

Exagerado ou comedido ?

Saudável ou doentio ?

Enfim, diria que é tudo isso descrito e mais um arsenal de adjetivos antagônicos. Nós, mães, somos capazes de ter todos esses sentimentos juntos, pois esse amor nos transformou em alguém que nunca fomos antes e vive nos transformando a cada momento. Quando uma mulher se torna mãe, ela está de prontidão para toda e qualquer situação, seja de alegria ou tristeza.

O amor de mãe transcende o nosso ser, nos deixa apta a enfrentar o mundo e tudo que venha desestabilizar as nossas crias. Mas que nunca, jamais, nos habilita para a perda, porque julgamos ser donas daquele ser que carregamos e transmitimos o nosso melhor. Aprendemos ser mãe, sendo mãe. Não há escolas para esse talento, não há graduação, nem pós-graduação, há sim amor!

O amor de mãe dói. Dói na alma. Dói no corpo. Sim, dói no corpo. Rasga o nosso peito, que falta ar, e essa falta de ar dói muito. Qual mãe nunca sentiu isso? Para aquelas que tiveram parto natural, a dor começou desde o nascimento, mas que por todo esse amor, se suporta a dor. Mas o amor de mãe também explode o coração de alegria ao vivenciar tantos aprendizados, conquistas e felicidades compartilhadas junto aos seus filhos.

Esse tal de amor justifica (quase) todos os atos, por que acreditamos que mãe tudo pode. Mas não é bem assim... Já que são dois seres em questão, mãe e filho, cada um com a sua individualidade. Entretanto, não queremos saber de nada disso, afinal somos mães. E mãe erra pra acertar.

Mãe protege.

Mãe perdoa.

Mãe morre pelo filho.

Há uma estrofe de Djavan que reflete um pouco do que uma mãe diria para um filho: “ Te adoro em tudo, tudo, tudo. Quero mais que tudo, tudo, tudo. Te amar sem limites. Viver uma grande história”.

Ninguém ama mais que uma mãe.

E como eu disse no começo, por mais que eu me esforce, não consigo definir essa loucura de amor, essa delícia de amor, esse amor puro, um sentimento visceral que temos pelos nossos filhos. É um amor instintivo que não tem explicação. Simplesmente porque é um Amor de Mãe.

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Érica Machado é mãe. Depois disso, é dentista, esposa, filha, amiga e o que for preciso.

#ÉricaMachado