Should I stay or should I go?

Queremos viver em um país novo ou em um novo país?

Não, amigos!! Não se trata de uma homenagem à famosa música do The Clash.

O cenário não poderia estar mais nebuloso. Economia em frangalhos, crise política e de legitimidade, problemas crônicos na saúde, habitação e educação. Some a esta conjuntura, um posicionamento onde a sociedade se confunde com o que quer.

Na primeira chuva forte, criticamos nossos governantes pelos transtornos, mas jogamos lixo pela janela do carro. Queremos mais cultura, mas adoramos exibir com orgulho a última carteirinha falsificada de estudante para entrar naquele concorrido show. Queremos respeito pelo próximo, porém estacionamos em vagas de idosos, furamos filas.

Neste momento, escrevo dentro de um avião onde um individuo, com os joelhos na poltrona, grita para seu comparsa: “está frio aí?! ”. Detalhe: o comparsa está seis fileiras atrás.

Costumo dizer que os nossos políticos são o retrato da nossa sociedade. Isso serve positivamente ou negativamente. Temos bons exemplos de políticos comprometidos (na velha ou na nova geração) e que querem, de fato, construir uma nova sociedade.

De outro lado, temos uma alcateia (sim, lobos em pele de cordeiro) disposta a passar por cima de todos os requisitos éticos para satisfazerem os seus caprichos. Aquela turma do “os fins justificam os meios” e que coloca todo um projeto de nação por água abaixo.

Corrupção não é privilégio de brasileiro. Itália, Japão, USA, França... todos eles tem escândalos no campo econômico, politico. A diferença é que, em alguns destes países, não há impunidade generalizada que existe nestas terras tupiniquins. A tolerância lá é zero, independente de quem seja.

Mas e aí, tudo está perdido? Zero de perspectivas?

Não diria que esse tom catastrófico é devido.

O Brasil é um pais que ainda esta “engatinhando” no seu processo democrático. Não custa lembrar que fizemos 30 anos das Diretas Já e, de lá pra cá, já tiramos um presidente por impeachment. Ainda não sabemos votar!! Quem você escolheu para Vereador na eleição passada? E na retrasada? Qual a cobrança que temos feito com estes executivos que temos votado para transformar a nossa sociedade?

A boa notícia: essa mudança para uma sociedade justa, próspera e acolhedora dos nossos melhores anseios depende de um único motor de revolução: Você!

A verdadeira guinada vem da transformação individual de cada um de nós.

Precisamos ler cada vez mais.

Precisamos pensar cada vez mais.

Precisamos educar cada vez mais.

A insatisfação geral (também sou um desses) com o que acontece faz com que nós, de forma míope, analisemos como única saída o aeroporto, no seu embarque internacional. Mas, de fato, queremos viver em um novo país (onde por nossos próprios méritos consigamos fazer uma nova sociedade brasileira) ou viver em um país novo (com outras tradições, cultura e costumes)?

Aqui não há nenhum juízo de valor em quem opta por uma dessas alternativas. Nessa questão não há certo ou errado, e sim, o livre arbítrio para que cada um possa escolher o que é melhor para você e sua família.

As suas chances de emplacar um novo projeto de vida serão maiores quando você stressar as questões acima para decidir:

Should I stay or should I go?

-

Renato Gueudeville é empresário, louco por futebol, otimista (até que a última luz se apague), fundador e blogueiro do Contextual.

#RenatoGueudeville

* Este é um espaço de diálogos e discussões e não serão aceitos comentários desrespeitosos e ofensivos, em qualquer aspecto.*