Ao Mestre com carinho


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Escrevo este texto, com todo o respeito e admiração, propondo ao professor uma certa reflexão.

Todo ano tem sido assim, protestos e paralisações. Greve, por melhores condições. Esse processo nunca tem fim? De um lado governo. Educação, nunca priorizada. Diversas necessidades, país enfermo. Educação abandonada?

Antes criança, lembro-me com amor. Da liderança, amizade, psicologia e bondade. Da esperança, criatividade, magia e autoridade. Hoje adulto, admiro professor.

O profissional da educação fornece o mais valioso dos produtos: conhecimento. Natural que a formação do ser humano seja algo precioso e absoluto, mas e o reconhecimento?

Na antiguidade (30 anos atrás), em nosso país, professor era sinônimo de extensão da família. Tinha que ser tão respeitado quanto nossos pais. Eram comuns a disciplina e a obediência. Uma troca entre a vontade de descobrir e o poder da sapiência.

Na atualidade (ontem, hoje e ademais), será que há mestre feliz? Professor, sim, ainda insiste na pedagogia. Mas, cadê o estado? E onde estão os pais? Indisciplina e desobediência. O saber só a diminuir e um aumento da carência.

É simples culpar a família e o estado, afinal, os valores estão deturpados. Mas, pergunto ao mestre, com carinho, o que tens feito com a própria sabedoria? A organização da categoria é efetiva? A união e o objetivo comum são compartilhados?

É fácil transferir o problema e viver num eterno dilema. Difícil é buscar a solução quando se exige tempo, esforço e dedicação. Liderança se faz pelo exemplo, mestres, professores e líderes, como contemplo?

Não vejo o mestre dos mestres praticar o que ensina. Perdidos, soltos e descoordenados, não refletem seus valores, seus atos. Se existem profissionais que deveriam liderar mudanças são os professores. O estudo, a ciência, o conhecimento, essa classe tem.

Quando vejo o Mestre, me desanima. Contidos, envoltos e desnorteados, subsistem com seus amores, são fatos. Se são a maioria, poderiam a educação priorizar, não, professores? O estudo, a ciência, o conhecimento, não praticam também?

Mestre, o que faltas? Por que ages assim? Tens feito por mim, mas o que fazes por ti?

Mestre, a organização? Onde estás sua voz, sua canção? Por que trabalhas sozinho?

Mestre, o que exaltas? Por que estás tão triste? Insistes, por favor! Volta-te a ti!

Mestre, de coração. Proponho esta reflexão. Penses com carinho...

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Eduardo Souza, administrador, DJ, curioso, poeta, inconformado e blogueiro Contextual.

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