Meus 40 natais


Quarenta pode ser simplesmente um número cardinal. Duas vezes a quinta parte de cem. A

raiz quadrada de 1.600...

Mas quando se refere à idade, realmente é um número extremamente significativo.

Se fosse possível resumir essa época da vida em uma só palavra, eu escolheria: Amadurecer.

Pelo menos isso é o que esperam de um quarentão. Mas afinal o que é atingir a maturidade?

Quando é que eu posso dizer: sou uma pessoa madura?

No dicionário, maturidade é: estado, condição (de estrutura, forma, função ou organismo) num

estágio adulto; condição de plenitude em arte, saber ou habilidade adquirida.

Para o Aurélio pode até ser fácil, mas, na real, é meio complicado.

Os pessimistas diriam que talvez seja a hora de mudar a forma com que se contabiliza o

tempo. Não mais contar como um ano a mais de vida, mas um ano a mais de lucro. Época em que exemplos, ídolos e pessoas amadas partem em velocidade maior do que conseguimos nos maravilhar com novos. Em que as conversas se concentram em aventuras passadas e em como a vida era boa aos 20. Época dos check-ups anuais e de se queixar de tudo um pouco.

Mas também uma época de correr atrás, até mesmo arriscar e se atrever a tentar ensinar um

pouco.

Se é preciso atingir a plenitude em algo para se dizer maduro, e não estou me referindo a

rabujices, um filho(a) talvez seja a melhor forma de chegar lá. São tantos sentimentos juntos. Todos em sua esplendorosa plenitude. Amor, alegria, irritação,

ansiedade, medo...

Por falar em medo… Ô coisinha que incomoda nessa idade! Onde está aquela virilidade e arrojo

dos 20? Uma dorzinha no peito, uma ligação a cobrar na madrugada, estouro de fogos de artifí

cio... Tudo é motivo para taquicardias, tremores e desespero.

Mas esse ano descobri como encarar esse desafio sob uma nova perspectiva. Resolvi

comemorar. Se era para marcar uma transição dessas, não podia ser uma coisinha

qualquer. Tinha de ser festão. E assim foi.

Naquelas horas, cercado de pessoas amigas e de minha família, pude experimentar muitos momentos de alegria em toda a sua plenitude. E que sentimento fantástico! Quem nunca experimentou, deveria tentar. Não precisa necessariamente ser um festão. Não precisa de motivo ou data especial. Una-se a sua família e cerque-se de pessoas amigas. Celebre a sua vida em sua plenitude! Celebre sempre. Deixemos os pessimistas pra lá!

Mas vai que damos o azar de eles estarem certos...

Feliz Natal e ótimo Ano Novo a todos!

Fabio Costa - Médico de profissão, apaixonado pela fotografia e amante de viagens pelo mundo e pelo pensamento. Agora um humilde contribuinte blogueiro contextual.

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