Esvaziando o saco


Ando de saco cheio! Cheio de coisas inúteis que me deixam vazio. Vou permitir que a minha vontade prevaleça, abandonar as desculpas verdadeiras e me desculpar com a vida diante de tanto tempo perdido.

Cansei do sofá da sala e já folheio novos livros, leio novas biografias e, cada vez mais, me percebo Sócrates. Sinto-me feliz e vou buscar o aprendizado perdido ou, quem sabe, contido ou talvez esquecido.

Não quero reproduzir as mesmas notícias sobre economia, política e sociedade, tenho essas informações em todos os sites, redes sociais ou algo nesta categoria... Quero produzir! Quero pensar diferente diante dos velhos fatos, das mesmas notícias, para que a semente do novo possa brotar em mim.

Enjoei dos selfs, dos mesmos virais, das fotos que vazaram e das tragédias que se banalizaram normalizando o nosso pensar, sem gerar o mínimo de reflexão. Estou perplexo com as mesmices das pessoas, fico preocupado, ao observar o cotidiano e reconhecer que somos uns “Coitadinhos”, o quanto estamos sendo fúteis e vazios diante de tudo ou diante do nada.

Precisamos viralizar as músicas de Raul Seixas, Rita Lee e Gonzaguinha que, ao cantá-las, nos encantam e nos deixam pasmos com suas palavras provocantes e “provcdepois”. Sim... Também quero inventar novas palavras.

Estou me provocando, me chamando para briga. Estou doido para perder essa luta e sair machucado de tanta porrada que tomei desse tal de Novo. Do EU Novo que surgiu para me sacudir. Estou bem próximo do caminho da atitude e fico feliz em saber que não vou mais buscar atalhos.

Portanto, a partir de hoje esvazio meu saco e vou enchê-lo novamente, certamente, vou em frente com acordos firmados e verdades aceitáveis. E que ele se encha de coisas que me deixem leve e feliz sem precisar carregar o peso das minhas decisões e sim a leveza das minhas atitudes.

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Asttor Cirne é administrador, observador assíduo do cotidiano, amante da música, leitura e literatura, atento a tudo e a todos e blogueiro Contextual.

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