#SomosTodosIguais


Quem hoje vê banqueiros e figurões presos, e até expoentes políticos destituídos do manto da impunidade talvez se esqueça como tudo começou.

Tido por truculento e criticado quanto à forma em frente as câmeras, suas ações a frente da presidência da mais alta corte do país resultaram num fato singular na história do Brasil: pela primeira vez políticos do primeiro escalão da República foram julgados e condenados à prisão.

Ao final do mesmo ano em que tudo ocorrera - exatamente no momento em que políticos em posições de relevância no executivo e no legislativo deram as primeiras mostras de reincidir no uso da estrutura do Estado para fins pessoais - esse mesmo sujeito é fotografado viajando na classe econômica.

Alguém com renda e status, além envergadura política para se julgar superior a quaisquer outros ao redor, estava ali com os cintos afivelados, na fileira central. Humilde, quieto, mas com largo e plácido sorriso no rosto.

Se possuíra motivações políticas ou quaisquer outras para tudo o que fizera, não importa. O fato é que provara agora fora do tribunal o que já fizera dentro: somos todos iguais. Ou ao menos deveríamos ser.

Joaquim Barbosa, mais uma vez: muito obrigado!

-

Bruno Frossard, e blogueiro Contextual, um curioso inquieto sobre temas que passeiam pela formalidade da política, a ortodoxia da economia e singularidade da fé.

#BrunoFrossard