Empreendedorismo consciente

Gênese 1, 27 - 30:

Deus abençoou Adão e Eva e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movam pela terra".

29 Disse Deus: "Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês.”

30 “ E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os gran­des animais da terra­, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que ­se movem rente ao chão".

Posto isso tudo eram abundantes e ilimitados os recursos para Adão e Eva e sua descendência até nós?

Só que não!

O que se vê, desde o início da humanidade, são recursos escassos e disputa por água, alimento e território.

Mesmo biblicamente, Adão e Eva tiveram que “comer o pão com o suor de teus rostos.” Extrapolando a figura de linguagem, essa é a realidade da humanidade (pelo menos para quem é OFF Forbes ).

Os fundamentalistas judaico -cristãos dirão que tudo é por culpa da desobediência de Adão e Eva. Os de extrema direita, estilo Donald Trump, dirão que é culpa dos imigrantes, e os de esquerda, que é culpa da exploração da mão de obra pelo capital.

Enfim, o que todos concordam é com o princípio básico da economia, capítulo 01 de qualquer livro banal de introdução à economia:

“OS RECURSOS SÃO ESCASSSOS E AS NECESSIDADES SÃO ILIMITADAS. “

Parece tão óbvio que seria natural e corriqueiro que o planejamento estratégico de nações, de corporações e de indivíduos tivesse essa premissa em seu DNA. Só que não!

Vou acelerar algumas temporadas dessa série “netflix” da humanidade, porque não preciso usar como argumentos guerras por território ( de Gengis Khan a Roma ).

Vamos pular, também, as grandes descobertas, que não foram lá muito favoráveis para os que foram descobertos.

Vamos sair desse período de “Game of Thrones “ e cair já no tempos atuais de “ House of Cards “.

A disputa por território é a mesma, leia-se: pelos recursos naturais.

Mudou-se pouco, não são mais impérios ou cidades – estados em disputa por território para obter alimentos, mas o objetivo continua, como dizia Hitler: por “espaço vital”, em alemão, Lebensraum.

Espaço vital, por terra para plantar, recursos hídricos, terreno para expansão populacional.

Mais modernamente: petróleo, ferro, cimento, gás, carvão.

Hoje, não são mais impérios, são corporações.

Corporações que tipicamente surgiram nos séculos XIX e XX com a falsa percepção de recursos abundantes ( G E, Exxon, Shell e demais illuminattis . Sua cultura está inspirada nesses ícones, e as escolas de administração do mundo se inspiram nos seus “cases”.

Não percebem que os recursos só serão abundantes se gerenciados, e isso precisa ser cada vez mais, não exclusivamente por intervenção estatal, mas, sobretudo, por consumo consciente.

Consumidores conscientes demandam produtos conscientes, que são, por sua vez, ofertados por empreendedores conscientes e que percebem essa demanda?

Só que não! Ainda há muito que se esclarecer, pois segundo Steve Jobs,

“As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas.”

Assim, finalizo este primeiro texto com a frase acima que considero a mais expressiva dos últimos 50 anos, até o próximo!

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Cleber Isaac Filho é blogueiro Contextual, administrador de empresas, tem paixão sobre Economia Sustentável, Cultura Brasileira e Região Sul / Sudeste da Bahia.

#CleberIsaacFilho

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