Das saudades saudáveis e das saudades imortais

Num domingo vazio, desses em meio a um feriado prolongado

Ela se vê frente a frente com a inadequação

A inquietude que um dia-lacuna causa

A solidão compartilhada nas janelas

Que olham tudo com sentimento de nada

Uma via movimentada, vazia no feriadão

O relógio tritura sadicamente os ponteiros

Os segundos são sobremesa da solidão

Não convidou as rimas

E ainda assim elas chegam

Penetrando as frestas,

Invadindo as festas

Abrindo trilhas na falta

No asfalto

Lua nova escondida

Um poema na escuridão.

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Maria Angélica Pereira, mulher, Oficiala de Justiça, viajante do mundo e da alma, amante do riso, otimista incurável e blogueira Contextual.

#MariaAngélicaPereira

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