Sobre o tempo e o vento


Falta pouco para acabar. Um ano difícil, com muito sofrimento, mas também muito abençoado. Momentaneamente cansado, mas grato a Deus pela vida e por chegar até aqui.

Um ano em que a recessão econômica atingiu os piores níveis dos últimos cem anos, uma Presidente da República foi deposta, o maior escândalo de corrupção da história moderna foi revelado e algumas das principais instituições do Estado brasileiro foram postas de cócoras, não pareceria haver motivo para maiores celebrações. Todos sofremos em maior ou menor grau.

Entretanto, experiência talvez não seja meramente o que acontece a um homem, mas o que ele faz com o que lhe acontece. E ainda que dificuldades sejam sempre chances para lamento, por vezes nos esquecemos que é exatamente nos tempos difíceis que mais aprendemos, que encontramos força para atitudes mais corajosas com o saneamento de nossos excessos mais intocáveis, obtendo nossos maiores ganhos de produtividade.

Restam só mais alguns degraus... não para meramente findarmos mais um ano e descansarmos, mas para recomeçarmos tudo. Há muito ainda por vir. E que, sobretudo, venham bênçãos como a própria Vida de Deus acrescida sempre mais a cada um de nós. Dessa benção crescente e sempiterna eu espero jamais abrir mão.

Ficaram os aprendizados, os quais definitivamente não foram poucos.

Quanto ao resto... é vento. E passará.

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Bruno Frossard, e blogueiro Contextual, um curioso inquieto sobre temas que passeiam pela formalidade da política, a ortodoxia da economia e singularidade da fé.

#BrunoFrossard

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